- Levanta o braço. – ela mandou.
Eu obedeci. Um detalhe que merece ser mencionado, eu ficava igual criança quando eu ficava doente.
.
Ela enfiou o termômetro embaixo do meu braço e marcou cinco minutos no relógio.
- Não mexe o braço.
Passaram-se os cinco minutos e ela tirou o termômetro. 39° C, definitivamente era febre.
Passei o dia inteiro praticamente vendo TV e fazendo outras coisas sem importância, desde os desenhos animados de manhã, até o Jornal Nacional de noite, passando por Sem Censura de tarde, blehh, vendo Leda Nagle rodopiar em sua cadeirinha.
- Você tem que beber muito líquido e descansar, para poder se recuperar da gripe. – dizia minha mãe.
Parecia que eu tinha pegado uma gripe bem violenta mesmo. Nos dias subseqüentes, continuei em casa, faltando às aulas.
Era quarta-feira de tarde quando tocaram a campainha na porta lá de casa. Quem atendeu foi a Maria, nossa empregada, eu estava na sala vendo TV.
De repente vejo Gabriel na minha frente.
- O que você está fazendo aqui? – eu perguntei.
Gabriel parecia um pouco sem jeito.
- Eu estava preocupado. – ele falou meio gaguejando.
- Preocupado? – eu indaguei.
Ele ficou nitidamente vermelho, uma gracinha. Rapidamente ele emendou:
- É, e também porque a Olívia me colocou para fazer o trabalho com você, então eu tinha que vim aqui para resolver como que a gente iria fazer o trabalho. – ele falou tentando transparecer que estava ali por obrigação
Olívia era nossa professora de História.
Gabriel abriu sua mochila e pegou seu caderno.
- A gente vai ter que fazer um trabalho sobre as grandes navegações. – ele disse.
A gente discutiu algumas coisas e final combinamos que Gabriel voltaria na minha casa no dia seguinte.
Nenhum comentário:
Postar um comentário