- Dá uma chupadinha aqui no meu pau. – ele falou. – Tô loco pra gozar na cara de uma vadia.
- Vai pra puta-que-pariu Felipe. – eu falei, tentando me impor, mas era tarde demais para tentar me impor.
Ele veio de novo pra cima de mim, deu uma apertadinha na minha bunda.
- Gente, ele tem a bundinha igual de mulher. – ele anunciou.
A galera ria entretida. A minha vontade era de enfiar um soco na cara dele, mas ele era mais forte que eu.
- Empina esse rabinho pro meu pau. – ele pediu zoando e chegou de novo por trás de mim.
Mas desta vez apareceu Gabriel.
- Deixa o moleque em paz. – ele ordenou.
- Quem é que vai me fazer deixar ele em paz? – provocou Felipe.
- Eu. – falou Gabriel, seguro.
- Então vem, que eu dou conta de comer vocês duas ao mesmo tempo. –disse Felipe olhando pro Gabriel e pra mim.
Eu estava sem reação, não sabia se ficava grato ao Gabriel ou não ou quê, até uns minutos atrás era o próprio Gabriel que estava me jogando no chão e agora tinha vindo me defender.
Gabriel se aproximou de Felipe. Eu fiquei preocupado. Gabriel fazia judô, sabia lutar e tals, mas Felipe fazia boxe tailandês e também sabia lutar. Graças a deus, naquele momento chegou o professor, apitou, anunciando que a aula havia acabado, nem notara o clima de tensão no ar, felizmente o pessoal dispersou.
Passou-se algum tempo. A rivalidade entre Gabriel e Felipe continuava a normal de sempre e Gabriel continuava a me estranhar na escola.
Já fazia três semanas que eu estava sendo zoado no colégio, era estressante, tive que parar de fazer minhas visitinhas ao banheiro.
Já estava todo mundo sabendo, minha sorte é que a maioria das pessoas era reservada e mais contida: ficavam nas suas, sem ficar debochando descaradamente, ou no máximo um cochicho e um risinho disfarçado, nada muito explicito assim sabe, uma encheção de saco sutil, que eu tentava ignorar. Só mais o Felipe e seus colegas que me zoavam abertamente mesmo, o que era um inferno.
Nenhum comentário:
Postar um comentário