quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Conto p/ Gozar - Banheiro da Escola - Gustavo Vintage Part 15

Era uma sexta-feira. Luis, um amigo meu (que continuava a ser meu amigo apesar de todos os boatos no colégio a meu respeito) havia me chamado para dormir na casa dele. Não estava esperando nenhuma segunda intenção, nós éramos amigos mesmo, só amigos, ele era bonito e tals, mas não a ponto de eu arriscar a nossa amizade em troca de sexo.

Contudo, chegando à casa dele... Eu logo descobri que havia segundas intenções, sim!

Luis abriu a porta de pijama, entrei normalmente. Quando chego na sala, me deparo com Gabriel e Felipe assentados no sofá, cada um num extremo do sofá, bem distantes um do outro. Estavam assistindo uma partida de baseball.

Lancei um olhar de censura para Luis. Luis sempre fora o politiqueiro da sala, o apaziguador, era um menino de bom coração. Certamente tinha usado a influência que ele tinha com nós três, para tentar fazer com que nós três ficássemos de boa. Era evidente no rosto de Gabriel e de Felipe, que para eles, aquela armação, também havia sido uma surpresa (embora uma surpresa altamente previsível), era claro que não esperavam por aquilo.
Eu sussurrei no ouvido de Luis.

- Luis, por favor né, você realmente acha que essa sua louvável tentativa de transformar nós três em amigos vai dar certo? – eu perguntei para ele. – Desculpa, mas chaga a ser patético isso.

Luis deu um sorriso triunfante e foi andando em direção ao sofá, falando em voz alta.

- Eu não quero que vocês se tornem melhores amigos... Mas acho...

Felipe interrompeu:

- Ehhh, mesmo porque não faço amizade com bichas. – declarou.
- Nem eu! – Gabriel tratou logo de dizer. Em seguida olhou para Felipe. – E também não faço amizade com gente retardada.
- Pfff. Véi, vai tomar no cú, vai. Vê se me enxerga na esquina. – respondeu Felipe

Luis completou a frase que havia sido interrompida.

- Mas acho que vocês podem ser bons colegas. Eu só peço para deixarem o orgulho e o rancor de lado.

Luis era um menino puro e ingênuo, isso era a única coisa que eu conseguia pensar naquele momento.

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