- Não, eu quero voltar para o hospital. – eu falei imediatamente.
- Você deve estar cansado amor.
E nessa hora eu me derreti completamente quando eu ouvi ele me chamar de “amor”.
- Eu não quero ficar longe de você meu lindo.
- Tá bem, você fala para minha mãe te trazer de volta, eu sei que não vou conseguir te convencer do contrário mesmo. Conheço meu namorado, é um cabeça dura.
- É isso mesmo. – eu falei sorrindo.
Me despedi de Gabriel com um leve selinho em seus lábios.
A mãe dele me levou para o seu apartamento. Chegando lá, entrei no quarto de Gabriel, tão organizado como o de costume. Abri o seu armário. Lá dentro havia um lindo buquê de rosas feitas em origami dentro de um lindo vaso também feito em origami. Eram lindas, perfeitas. Me aproximei para pegá-las, senti o cheiro de Gabriel. Cheirei as rosas e percebi que ele havia borrifado o seu perfume nelas. O cheiro dele era tão gostoso. Do lado havia uma carta.
Neste momento,
penso em você e então
quisera me transformar em vento.
E se assim fosse,
chegaria agora como brisa fresca
e tocaria leve sua janela.
E se você me escuta e
me permite entrar,
em você vou me enroscar
quase sem o tocar.
Vou roçar nos seus cabelos,
soprar mansinho no ouvido,
beijar sua boca macia,
o embalar no meu carinho
Mas eu não sou vento...
Agora sou só pensamento e
estou pensando em você.
E se abrir sua janela,
eu estou chegando aí,
agora...
neste momento,
em pensamento...
no vento.
Me emocionei lendo o que Gabriel tinha escrito para mim. Cheguei perto da janela do quarto dele. Abri a janela e fiquei sentindo o vento tocar a face do meu rosto. O buquê de origami era a coisa mais linda que eu já tinha visto. Uma vez Gabriel me falara que para fazer uma rosa em origami se gastava 3 horas. Ter feito aquele buquê com dezenas de rosas então deveria ter demorado um longo tempo e exigido bastante dedicação.
Nenhum comentário:
Postar um comentário