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Bom, no dia seguinte, me lembro muito bem, era uma quinta-feira. Meu pai e minha mãe me levaram na clinica para eu pegar o meu resultado do exame de sangue, com sorte eu iria poder começar o meu tratamento da acne com o Roacutan, seria uma beleza.
Era final da tarde.
Entramos na clinica, passamos pelos vasos de samambaia que enfeitavam a entrada. No teto, uma das lâmpadas estava queimada, parecia não causar muita diferença na iluminação da ante-sala.
Nos aproximamos da recepção. Minha mãe entregou a tirinha de papel com o pedido do exame para uma das recepcionistas, uma moça com olhos expressivos e loira artificial. A moça se levantou e entrou numa sala.
Alguns instantes depois a moça retornou com um envelope com o resultado do exame. Antes de entregá-lo para nós, voltou para dentro da clinica. Demorou. Depois de algum tempo voltou, acompanhada por um homem.
O homem se apresentou.
- Oi. Eu sou coordenador dos exames na clinica. – ele disse, dando um aperto de mão no meu pai. – Nós recebemos uma carta da secretaria de saúde da prefeitura, pedindo para que os senhores fossem ao hospital municipal e procurassem pelo Doutor Jair.
A principio, nós três estranhamos a situação, mas em todo o caso acatamos a solicitação. Fomos para o hospital municipal, durante o caminho indagando sobre o que estaria acontecendo.
Aos chegarmos no hospital, procuramos pelo tal Doutor Jair. Ele estava ocupado. Esperamos uns 40 minutos. Finalmente ele apareceu. Cumprimentou nós três. Nos levou até uma outra área do hospital. Pediu para que eu entrasse em uma sala. Meus pais me seguiram atrás.
- Não. – ele falou. – Só o Gustavo.
Meus pais hesitaram. Eu entrei na sala com o médico. Dentro da sala já havia uma outra pessoa, um outro homem.
- Este daqui é o Doutor Frederico, ele é psicólogo. – falou Dr. Jair, se sentando do lado do psicólogo. – Por favor, sente-se Gustavo.
Eu me assentei numa cadeira de fronte aos dois, entre eu e eles havia uma mesa.
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