domingo, 13 de setembro de 2009

Ralação Incestuosa !! - Marcos Laronta Part XI

Passaram-se dois dias do meu encontro com Felipe quando fui no campo de futebol. Lucas estava lá sentando num banco longe dos outros, tinha levado um cartão vermelho. Então tomei coragem e fui tentar falar com ele. Enquanto me aproximava meu coração batia cada vez mais forte como toda vez que ele chegava perto de mim. Vi a perna dele se movendo e implorei para mim mesmo que ele não se levantasse e fosse embora.
Quando estava de frente para ele agradeci mentalmente por ele não ter saído correndo. Lucas me olhava com o semblante fechado, não expressou nada em seu rosto que me fizesse sentir melhor.
-Preciso muito falar com você Lucas. Falei com a voz trêmula quase ofegante.
-Espera o jogo terminar e me encontra aqui mesmo. Lucas falou olhando para os outros jogadores tão seco com tanto aspereza na voz que me fez sentir a pior pessoa na face da terra, por pouco não saí dali correndo apenas para não ver mais sua expressão de repúdio.
Lucas se levantou e foi para o vestiário. Eu fiquei ali o olhando se afastar, feliz por ter finalmente arrancado alguma palavra da boca dele, feliz por ele não ter me ignorado e ter saído antes que eu chegasse perto dele, feliz por ter sentido seu cheiro, ouvido sua voz. Mas em desespero por ele mau ter olhado para mim.
Nesse meio tempo até o final do jogo planejava ir embora, não aguentaria ele me dizendo que me odiava, que não queria mais conversar comigo. Eu estava com medo dele dizer que não gostava da presença de gays e apesar de eu saber que ele não se importava com a opção de cada um, isso me machucaria ainda mais. Eu tive medo de perder meu primo para sempre.
O jogo terminou, as pessoas foram embora uma por uma e o campo ficou vazio, nem aqueles que ficaram bêbados durante a partida para comemorar e perderam o caminho de casa estavam mais lá.
Eu sentado no mesmo lugar em que finalmente ouvi Lucas depois de tanto tempo, vendo que estava sozinho e vendo aquele gramado deserto decidi ir embora, concluí que meu primo não estava mais no campo.
No meu quarto olhando para minha cama senti uma pontada no peito, não aguentei e me sentei nela, coloquei a mãos no rosto e comecei a chorar. Chorava tanto que soluçava.
-O Lucas foi embora e me deixou lá. Ele deve ter aproveitado quando todos saíram para ir junto. Não adianta mais, vou ter que me consolar a viver sem ele. Como ele pode fazer isso comigo.
Ali deitado totalmente desconsolado achando que Dorfo era um mentiroso por causa daquela história de amor, me senti a pessoa mais rejeitada do história do mundo. Meu coração doía e eu nem conseguia me levantar, apenas chorar era o que eu conseguia fazer.
-Marcos!
Virado de costas para a porta parei de me lamentar para ter certeza de que alguém estava me chamando, pois eu estava sozinho quando cheguei em casa, todos tinham saído e voltariam mais tarde.
-Marcos eu estou aqui.
Reconheci a voz do Lucas, acreditei estar delirando, achava que era tanta dor que meu cérebro estava me pregando uma peça.
Foi quando senti uma mão nas minhas costas. Eu quase não acreditei, Lucas estava mesmo no meu quarto. Me virei ao mesmo tempo que me levantei sentando na borda da cama. Passei a mão nos olhos para limpar as lágrimas e pude fixar os olhos no rosto daquela pessoa. Queria ter certeza que era Lucas.
Sim era ele.
Num impulso o abracei. Abracei tão forte que senti seu coração batendo rápido no meu peito e a sua respiração. Finalmente estava sentindo seu toque, seu perfume, sua pele. Estava tão feliz com aquele gesto que o mundo poderia acabar, pois outra vez estava perto dele.
Me dando conta de que talvez estava dando outro motivo para ele se distanciar de mim me soltei dos seus braços rapidamente.
-Me desculpa. Por favor me desculpa, eu não devia ter abraçado você, foi um momento. Por favor me desculpa, eu só quero falar com você. Eu estava tão frenético que as palavras mal saíram da minha boca.
-Tudo bem primo, não precisa se desculpar. Marcos disse se aproximando de mim e abrindo seu sorriso enorme e lindo, só então percebi que também estava com saudade desse detalhe dele e abriu também os braços em gesto de outro abraço.
Sem esperar dei outro abraço nele, senti o conforto dos seus braços, senti seu pescoço, senti sua presença.
Meu coração ficou tão leve naquele momento que era capaz de eu sair voando se os braços dele não estivessem me segurando. Aquele momento foi emocionante para mim, fiquei no abraço por longos minutos para matar a saudade que eu estava sentindo do meu primo, agora eu chorava mas de felicidade por estar tão perto dele que eu podia sentir seus músculos no meu peito.
Finalmente tendo matado a saudade dele quis olhar para seu rosto, queria ver seus olhos verdes como esmeralda, seu rosto angelical moldado pelo cabelo loiro liso não escorrido e seu sorriso capaz de derreter uma geleira. Agora pude perceber que estava sem o cavanhaque e me dei conta que estava sem ele no campo, mas o nervosismo não me deixou ver esse detalhe.
- O Dorfo veio falar comigo e ... Lucas foi interrompido por mim que comecei a falar:
-Por favor esquece tudo que eu fiz naquele dia, por favor esquece do ... beijo. Falei beijo com medo de relembrá-lo de como fui atrevido com ele sem olhá-lo e torcendo para ele não se virar e ir embora, mesmo sabendo que ele não iria.
-Me desculpa por ser tão impetuoso, por favor, por favor. Não me ignore mais, vamos voltar a ser amigos...
-Calma, calma! Lucas disse com a voz suave segurando em meus braços.
-Eu vim aqui, estava tudo aberto, não vi ninguém e decidi vir para seu quarto então o vi chorando. Você está melhor?
-Sim, agora sim. Pensei que você não queria falar comigo, você foi embora do campo.
-Não Marcos, não é isso.
-Mas o que aconteceu?
-Eu fiquei no vestiário pensando em você, pensando no que o Dorfo tinha me falado, fiquei juntando coragem para falar com você.
-Coragem? Pra que?
-Pra nada. Foi bobera minha. Tive medo também de entrar aqui e encontrar você, mas quando o vi chorando não pensei em nada e quis te confortar. Não gosto de ver você triste primo. Você é muito importante para mim.
Essas palavras foram lindas para mim, saber que eu era importante para ele. Não havia nada melhor que eu pudesse ouvir. Meu coração pulava do meu peito de contentamento.

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