Fiz o caminho em direção ao hospital. Um caminho que eu já tinha decorado de tanto repetir o trajeto.
O dia parecia mais frio que o de costume, o hospital parecia mais azul e as cores pareciam mais pretas e brancas. Atravessei o átrio do hospital em direção ao elevador. Apertei o botão do 3° andar, o elevador fechou as portas e com um pequeno solavanco começou a se movimentar.
Caminhei em direção ao quarto de Gabriel, não encontrei nenhum parente dele por perto. Teriam saído pra almoçar? Parecia a hipótese mais provável, era horário de almoço.
Quarto 302.
Parei em frente à porta. A maçaneta estava tão perto da minha mão. Um medo desesperador invadiu o meu corpo, tive vontade de agachar no chão.
Eu teria forças suficientes para conversar com Gabriel? Ou teria forças suficientes para decidir não conversar com ele ir embora e tentar esquecê-lo da minha vida?
Indecisão, medos.
Respirei fundo, era a única coisa que eu podia fazer. Ergui os olhos e levei a minha mão esquerda em direção à maçaneta do quarto.
Girar a maçaneta não foi tão difícil.
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